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XVIª MARCHA AZUL MARINHO 2020 será a marcha da liberdade – Dia 13 de Maio de 2020
#Avisoaosnavegantes
Nesta semana estive em Brasília mais uma vez para lutar por nossa categoria, uma luta que nos últimos anos está cada dia mais difícil, mas graças a Deus e o seu apoio, mais uma vez vamos MARCHAR EM BRASÍLIA por mais segurança pública municipal. Muitas pessoas acham que a Marcha Azul Marinho é realizada assim de qualquer jeito, mas não é. Este evento, que já se tornou tradição na grande Nação Azul Marinho, nome criado por este autor, a partir do momento que precisava diferenciar nossa luta das demais categorias, sem se desmembrar da Nação Brasileira, então criei, Nação Azul Marinho, que significa principalmente, todo o nosso Brasil.
Para salientar mais ainda sua curiosidade, a Marcha Azul Marinho à Brasília, inicia com uma solicitação de sugestão à CLP – Comissão de Legislação Participativa, que por sua vez, após conferir toda a documentação da ONG SOS Segurança Dá Vida, encaminha para a mesa do presidente da CLP para assim designar um Relator, que por sua vez apresenta a proposta dando o seu parecer. Este evento para melhor entendimento, como toda Marcha Azul Marinho realizada no país, obrigatoriamente é seguida de um evento científico, onde debatedores do assunto, em mesa de discussão tem seus espaços para defenderem seus pensamentos, experiências, teses e estudos.
Desta vez nossa Sugestão de número SUG77/2019-CLP foi aprovada após parecer favorável do Dep. Fed. por Minas Gerais, Sub Tenente Gonzaga do PDT, ao qual nós agradecemos porque em seguida foi aprovada em sessão ordinária pela Comissão na data de 17/12/2019. Na proposta está indicando o acontecimento do XII SEMINÁRIO NACIONAL DE GUARDAS MUNICIPAIS E SEGURANÇA PÚBLICA, que é antecedido pela realização da XVIª Marcha Azul Marinho 2020, que neste ano receberá o nome XVIª MARCHA AZUL MARINHO DA LIBERDADE Á BRASÍLIA 2020, com o tema tradicionalíssimo;
VIOLÊNCIA REQUER PREVENÇÃO, GUARDAS MUNICIPAIS, JÁ!
Não perca a grande oportunidade de ajudar mudar a história deste país na Segurança Pública. Venha, estarei lhe esperando para lhe dar um abraço, reconhecer tudo que tens feito por mim e pela Nação azul Marinho, quando compartilha, divulgando tudo que tenho lhes pedido, esta é a única forma de lhes agradecer do fundo do meu coração.
#Naval
#AlutatemVITÓRIA
“A Marcha Azul Marinho é uma mobilização Nacional de cunho Social, Cultural e Científico”, porque sempre culmina em um seminário, fórum, congresso, encontro e ou, em uma audiência pública. A Marcha Azul Marinho é uma mobilização nacional com o único objetivo de levar ao povo brasileiro, informações verdadeiras sobre a Polícia Municipal na Segurança Pública, municipalizada, através das Guardas Municipais, que realizam naturalmente o Policiamento Preventivo local, originalmente de forma comunitária.
Através das Marchas Azul Marinho, conseguimos convencer os Parlamentares do Congresso Nacional a aprovarem a Lei Federal 13022/14, Estatuto Geral das Guardas Municipais, que regulamenta as Guardas Municipais em todo o Brasil, como as Polícias Municipais Preventivas, em defesa de toda sociedade brasileira. Aprovamos também a nomenclatura de Polícia Municipal na CCJ, (2018) além de emendar o Piso Salarial Nacional para toda categoria, através de enquete realizada no portal das Guardas Municipais, www.guardasmunicipais.com.br e www.policiasmunicipais.com.br .
A Marcha Azul Marinho nasceu após encontros de Guardas Municipais, organizados pela AGMESP – Associação de Guardas Municipais do estado de São Paulo, onde NAVAL era Diretor de eventos. A prestação de serviços como Guarda Municipal, à frente de Escolas, Pronto Socorros, Praças, Teatros, Igrejas, Câmaras, Prefeituras e outros logradouros públicos, convenceu este autor (Naval), o quanto é importante a presença do Poder Público, em um local que outrora estava abandonado, e quando passa a contar com os serviços constantes do Servidor Guarda Municipal, tudo muda!
A partir daí, iniciou a difícil tarefa de viajar por todo o Brasil, de norte a sul, palestrando e dando cursos gratuitamente, buscando convencer a sociedade, a importância deste novo modelo de Polícia, as Guardas Municipais. Posteriormente percebeu que para conquistar o povo, precisava de uma ferramenta mais potente para convencer as pessoas em massa. Então, em um encontro, realizado pela Associação de Guardas Municipais de São Paulo, entre várias lideranças, comentaram sobre um evento que abalasse Brasília e o Congresso Nacional. NAVAL conta que esperou por mais de 15 anos, como ninguém realizou a tão sonhada marcha, resolveu tomar a frente, liderou e realizou a I MARCHA AZUL MARINHO À BRASÍLIA e o I SEMINÁRIO NACIONAL DE GUARDAS MUNICIPAIS E SEGURANÇA PÚBLICA, em parceria com a CLP – Comissão de Legislação Participativa, e o evento deu certo, pois contou com várias lideranças da época. Deus nos ajudou muito!
Cabe salientar de forma justa os nomes de pessoas que nos ajudaram muito na realização das primeiras Marchas Azul Marinho pelo Brasil, entre elas, Elaine Cristina, Amarildo, Oriswaldo, Inês Basso, Valdimir Passos, Marcelo Peruchi, Luciano, José de Olinda, Elvis, Braga, José Guarche, entre outros…
O evento atualmente é uma tradição, somente no Congresso nacional já foram realizadas mais de 15 edições da Marcha Azul Marinho, acompanhados dos seminários. Para decidir por esta estratégia, foi estudado a maneira de como eram realizados os eventos da categoria, aonde chegavam pessoas de todas as partes do país, de forma individuais, separadas e desorganizadas, depois se reunia em um determinado local, momento que eram Guardas Municipais falando para Guardas Municipais.
Este problema aconteceu por mais de 20 anos consecutivos, sem trazer resultados importantes, principalmente no Congresso Nacional, local que todas as vezes que uma Comissão de Guardas Municipais tentava fazer algum lobby, não conseguia, pois os 4 anos dos mandatos dos 513 parlamentares findavam. Com a chegada da Marcha Azul Marinho, (2009), em uma única oportunidade, a Nação Azul Marinho se apresentou para todos os parlamentares no Congresso Nacional, com a enorme quantidade de Guardas Municipais, mais de 4 mil, que participaram da primeira Marcha Azul Marinho à Brasília, durante o primeiro seminário nacional de Guardas Municipais e Segurança Pública, dividimos as equipes por estados e iniciamos as visitas em cada gabinete de cada deputados, as comissões eram formadas por 5 a 8 Guardas de estados diferentes e assim naquele dia vencemos a maior barreira do Congresso Nacional que até aquela data ninguém sequer conhecia o que era um GUARDA MUNICIPAL. E foi a partir daquele momento histórico que passamos a ser respeitados, por que até então, era uma categoria totalmente desconhecida politicamente. Ninguém sabia o que era Guarda Municipal.
Atualmente os eventos, como o Seminário Nacional de Guardas Municipais e Segurança Pública em Brasília, são antecedidos pela mobilização, onde todos os participantes se reúnem num local, de concentração da Marcha Azul Marinho, (Catedral de Brasília), ou se for ocorrer em outra localidade, geralmente, se concentram na praça mais movimentada da cidade e de lá, todos, de forma unificada, determinada e disciplinada realizam o deslocamento até o local dos debates. Com esta metodologia de trabalho, o movimento conseguiu chamar a atenção principalmente da mídia grossa, que por muitos anos ignorou os trabalhos das Guardas Municipais.
Quando é realizada uma Marcha Azul Marinho em um município, a região e até o estado paralisa totalmente, fica tudo azul marinho, e aí desperta naquelas pessoas o interesse de irem até a Internet e pesquisarem sobre o que realmente é Guarda Municipal. A partir do momento que acontece uma Marcha Azul Marinho em uma cidade, a sociedade local passa entender que na Segurança Pública, há uma esperança, não ficam dependentes somente do atual sistema, que já está falído, e imediatamente passam a cobrar dos Prefeitos e dos Vereadores, os investimentos necessários para se ter mais segurança para as famílias, através da Polícia Municipal.
As Marchas Azul Marinho, são totalmente gratuitas, percorrem as ruas e avenidas mais movimentadas da cidade, chamando a atenção da população, e sempre são realizadas no centro comercial, justamente com o objetivo de alcançar o maior número de pessoas, chamando inclusive a atenção de toda mídia local e muitas vezes, até a mídia nacional. O principal momento da Marcha Azul Marinho é a ORAÇÃO, que independentemente da religião de cada um, levanta-se um clamor por todos e pela nação brasileira, em busca de paz e amor para vencermos as batalhas contra a violência, por isso, regularmente utilizamos sempre o mesmo tema, “VIOLÊNCIA REQUER PREVENÇÃO, GUARDAS MUNICIPAIS, JÁ!”.
Fonte: Livro MARCHA AZUL MARINHO
Sugestão Aprovada neste LINK https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2231397
Notícias
NAVAL FOI FUNDAMENTAL NA LIDERANÇA DA INCLUSÃO DAS GUARDAS MUNICIPAIS NA APROVAÇÃO DO SUSP

#AvisoaosNavegantes
Você sabe qual foi o papel do Naval e da Marcha azul marinho na aprovação do SUSP. A aprovação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), por meio da Lei 13.675/2018, foi um marco que consolidou o papel das Guardas Municipais (GMs) no cenário da segurança pública brasileira. Nesse contexto, a figura de Naval e o movimento da Marcha Azul Marinho foram peças fundamentais de articulação política e pressão popular.
#NAVAL
1. Quem é Naval e qual sua importância?
Maurício Domingues da Silva, conhecido como Naval, é uma das lideranças mais expressivas das Guardas Municipais no Brasil. Ele atuou como o principal articulador entre a base dos guardas e o Congresso Nacional.
- Voz das GMs: Naval fundou e liderou movimentos que buscavam o reconhecimento das Guardas como órgãos de segurança pública de fato, e não apenas “patrimoniais”.
- Articulação Política: Sua atuação foi direta no convencimento de parlamentares sobre a necessidade de integrar os municípios ao sistema federal de verbas e diretrizes de segurança, o que culminou no texto do SUSP.
2. A Marcha Azul Marinho

A Marcha Azul Marinho não foi um evento único, mas uma série de mobilizações nacionais coordenadas em Brasília. O impacto na aprovação do SUSP foi estratégico por três motivos:
- Visibilidade Visual: Milhares de guardas fardados ocupando a Esplanada dos Ministérios e as galerias da Câmara/Senado criaram um fato político impossível de ignorar.
- Pressão no Legislativo: As marchas serviram para “pressionar” a votação de projetos travados, como o Estatuto Geral das Guardas Municipais (Lei 13.022/14) e, posteriormente, a inclusão das GMs no SUSP.
- Mudança de Paradigma: O movimento ajudou a convencer o Governo Federal de que a segurança pública começa no município. Sem a Marcha Azul Marinho, o SUSP poderia ter focado apenas nas polícias estaduais (Civil e Militar) e Federal.
O Resultado no SUSP
Graças a essa atuação de Naval e do movimento da Marcha Azul Marinho, o SUSP foi desenhado com os seguintes pilares para as Guardas:
- Integração Institucional: As GMs passaram a ser membros estratégicos do sistema, atuando de forma integrada com as demais forças.
- Acesso a Recursos: A inclusão no SUSP permitiu que os municípios pudessem pleitear recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para equipamentos, viaturas e treinamento.
- Padronização: Estimulou a criação de centros de formação e inteligência compartilhada, elevando o nível técnico das corporações municipais.
Resumo:
Enquanto a Marcha Azul Marinho foi a força coletiva e o “exército” que demonstrou o tamanho da categoria, Naval foi o estrategista político que traduziu essa força em texto de lei e acordos parlamentares. Juntos, eles garantiram que o município deixasse de ser um ator secundário para se tornar protagonista na segurança pública brasileira.

As Marchas Regionais e Estaduais
Diferente de muitos movimentos que só aparecem em Brasília, a Marcha Azul Marinho criou um efeito dominó. Naval e outras lideranças incentivaram a realização de marchas em capitais e cidades do interior.
- Conscientização dos Prefeitos: Essas marchas locais foram cruciais para mostrar aos prefeitos que a Guarda Municipal não era um custo, mas um investimento político e social.
- Unificação do Discurso: Elas serviram para padronizar as reivindicações. Seja no Nordeste ou no Sul, o guarda municipal passou a falar a mesma língua: a da Segurança Pública Integrada.
- Mobilização Permanente: Isso mantinha a categoria “aquecida”. Quando a convocação para Brasília chegava, os estados já tinham suas frentes organizadas para enviar delegações.
O Seminário Nacional na CLP (Comissão de Legislação Participativa)
O papel da ONG SOS Segurança Dá Vida e da CLP na Câmara dos Deputados foi o “pulo do gato” jurídico e institucional para o movimento.
- Voz Direta no Parlamento: O Seminário Nacional de Guardas Municipais e Segurança Pública dentro da CLP permitiu que a sociedade civil organizada (liderada por Naval e associações) apresentasse sugestões de leis diretamente, sem depender exclusivamente de um deputado para iniciar o texto.
- Aproximação com Relatores: Foi nesses seminários que o texto do SUSP começou a ser moldado para incluir as GMs de forma técnica. Os debates na CLP forneceram os dados e os argumentos jurídicos que os relatores precisavam para sustentar a constitucionalidade da participação das Guardas no sistema nacional.
- Quebra de Resistência: O seminário serviu para enfrentar o lobby de outras forças de segurança que, na época, eram resistentes à entrada dos municípios no “bolo” orçamentário da segurança federal.
Por que isso foi vital para o SUSP
Sem os seminários na CLP, o movimento seria apenas barulho na rua. Sem as marchas pelo país, o seminário seria apenas uma reunião técnica sem peso político.
A combinação desses dois fatores criou o cenário perfeito:
- A CLP deu a legitimidade técnica e o caminho legislativo.
- As Marchas deram a pressão popular e o volume de votos que os parlamentares respeitam.
Essa “pinça” política, orquestrada por figuras como Naval, garantiu que quando a Lei 13.675 (SUSP) chegasse para sanção, as Guardas Municipais fossem tratadas como peças indispensáveis do tabuleiro, e não apenas um anexo opcional.
NOTÍCIAS
NAVAL ESCLARECE O QUE O STF FALA SOBRE A POLÍCIA MUNICIPAL NA ADPF 1214

#AvisoaosNavegantes
Nosso vídeo de hoje vai explicar detalhadamente num linguajar simples so a decisão do STF quando fala da POLICIA MUNICIPAL. O momento é propício para esclarecer totalmente dúvidas que pairam no ar, que estes “césares” entre outros do mundo contrário às Guardas Municipais e contra a população ter mais acesso à segurança pública.
Afinal a quem interessa que as Guardas Municipais não sejam Polícia Municipais se o povo assim já batizou?
#Comandante Naval
NAVAL ESCLARECE O QUE O STF FALA SOBRE A POLÍCIA MUNICIPAL
A ADPF 1214 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) é uma ação de grande impacto para a segurança pública municipal, julgada recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em resumo, o STF decidiu que é inconstitucional a alteração do nome das “Guardas Municipais” para “Polícia Municipal” ou qualquer outra denominação equivalente por meio de leis locais.
Aqui estão os pontos principais da decisão:
1. A Tese Fixada
O Plenário do STF estabeleceu a seguinte tese de julgamento:
“Por determinação do art. 144, § 8º, da Constituição Federal, regulamentado pelas Leis 13.022/2014 e 13.675/2018, aplica-se a expressão ‘Guardas Municipais’ em todo o território nacional, sendo vedada a substituição por ‘Polícia Municipal’ e denominações similares.”
2. Fundamentos da Decisão
- Hierarquia Constitucional: O artigo 144 da Constituição Federal define o rol dos órgãos de segurança pública e, especificamente no parágrafo 8º, utiliza o termo “guardas municipais” para as corporações destinadas à proteção de bens, serviços e instalações dos municípios.
- Autonomia Limitada: Embora os municípios tenham autonomia, eles não podem alterar a nomenclatura e a identidade institucional de um órgão que já possui designação específica na Constituição Federal.
- Segurança Jurídica: O tribunal entendeu que permitir nomenclaturas diferentes (como “Polícia Municipal”) causaria confusão na população e desorganização no sistema nacional de segurança pública (SUSP).
3. Contexto do Caso
A ação foi motivada por leis de diversos municípios (como a capital de São Paulo) que tentaram renomear suas Guardas Civis Metropolitanas para “Polícia Municipal”. A entidade representativa recorreu ao STF para tentar validar essa mudança, mas o pedido foi julgado improcedente.
4. O que muda agora?
- Uniformidade: Todas as corporações municipais devem manter o nome “Guarda Municipal”, “Guarda Civil Metropolitana” ou “Guarda Civil Municipal”.
- Impacto Visual: Viaturas, uniformes e distintivos que ostentam o termo “Polícia Municipal” deverão ser adequados para evitar ilegalidade.
- Papel Institucional: Apesar da proibição do nome “polícia”, o STF já reconheceu em outros julgamentos (como na ADI 6621) que as guardas municipais integram o sistema de segurança pública, embora tenham competências específicas e distintas das polícias estaduais e federais.
Para entender o cenário atual das Guardas Municipais (GMs), é preciso cruzar a ADPF 1214 (que barrou o nome “Polícia Municipal”) com o histórico de decisões que, paradoxalmente, ampliaram o poder dessas instituições.
Aqui está o comparativo detalhado entre a nova decisão, a Lei 13.022 e os precedentes cruciais (ADPF 995 e ADI 656):
Tabela Comparativa: Identidade vs. Poder de Polícia
| Base Legal / Decisão | Foco Principal | O que definiu sobre a Guarda Municipal? |
| Lei 13.022/2014 | Estatuto Geral das GMs | Estabeleceu as competências, o uso de arma de fogo e a natureza de proteção de bens, serviços e instalações. |
| ADI 656 | Porte de Arma | Declarou inconstitucional limitar o porte de arma pelo número de habitantes. GM pode andar armada independentemente do tamanho da cidade. |
| ADPF 995 | Natureza Policial | Reconheceu que as GMs integram o Sistema de Segurança Pública (Art. 144 da CF). Validou o poder de polícia preventiva e comunitária. |
| ADPF 1214 | Nomenclatura | Proibiu o uso do nome “Polícia Municipal”. A função é de segurança, mas o “rótulo” constitucional é estrito. |
Análise dos Pontos de Atrito e Convergência
1. A Lei 13.022/2014: O Alicerce
Esta lei é o “DNA” das guardas. Ela já previa que a denominação é Guarda Municipal, admitindo-se a variação “Guarda Civil Municipal ou Guarda Civil Metropolitana”. A ADPF 1214 apenas reforçou o que a lei já dizia, impedindo que municípios usassem sua autonomia para “inventar” uma nova polícia no papel.
2. ADI 656 e ADPF 995: O “Status” de Polícia
Essas duas decisões foram as maiores vitórias das GMs no STF.
- Na ADI 656, o STF entendeu que a violência não escolhe tamanho de cidade, logo, o porte de arma deve ser funcional e não demográfico.
- Na ADPF 995, o Ministro Alexandre de Moraes deixou claro: as Guardas Civis são órgãos de segurança pública. Isso deu respaldo para abordagens, prisões em flagrante e patrulhamento ostensivo.
3. ADPF 1214: O “Freio” Semântico
A ADPF 1214 parece um retrocesso para alguns guardas, mas juridicamente é uma questão de reserva constitucional. O STF diz: “Vocês fazem segurança pública (conforme a ADPF 995), mas não podem mudar o nome dado pela Constituição (Art. 144, § 8º)”.
Em suma: O STF deu o “fazer” (poder de polícia, armas, sistema de segurança), mas negou o “ser” (o nome de Polícia Municipal).
Por que o STF barrou o nome se reconheceu a função?
O principal argumento na ADPF 1214 é evitar a fragmentação. Se cada um dos 5.570 municípios pudesse criar sua própria “Polícia Municipal” com regras, fardamentos e nomenclaturas próprias sem amparo constitucional direto, o pacto federativo ficaria bagunçado.
Além disso, a estrutura das Polícias Militares e Civis é estadual. Criar uma “Polícia Municipal” por lei ordinária municipal seria, na visão do STF, uma usurpação da competência da União para legislar sobre normas gerais de organização da segurança.
Conclusão Prática
Para o guarda municipal na ponta:
- Pode abordar e prender em flagrante? Sim (ADPF 995).
- Pode andar armado (mesmo em cidades pequenas)? Sim (ADI 656).
- Pode colocar “Polícia Municipal” na viatura? Não (ADPF 1214).
A corporação continua sendo um órgão de segurança pública com plenos poderes de atuação no Policiamento Ostensivo e Preventivo, mas a “marca” institucional deve obrigatoriamente ser Guarda Municipal.
Naval
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