Connect with us

Notícias

Sobre a municipalização do trânsito

O Código de Trânsito Brasileiro, no melhor e mais equilibrado espírito federativo, prevê uma clara divisão de responsabilidades e uma sólida parceria entre órgãos federais, estaduais e municipais. Os municípios, em particular, tiveram sua esfera de competência substancialmente ampliada no tratamento das questões de trânsito. Aliás, nada mais justo se considerarmos que é nele que o cidadão efetivamente mora, trabalha e se movimenta, ali encontrando sua circunstância concreta e imediata de vida comunitária e expressão política.

Por isso, compete agora aos órgãos executivos municipais de trânsito exercer nada menos que vinte e uma atribuições. Uma vez preenchidos os requisitos para integração do município ao Sistema Nacional de Trânsito, ele assume a responsabilidade pelo planejamento, o projeto, a operação e a fiscalização, não apenas no perímetro urbano, mas também nas estradas municipais. A prefeitura passa a desempenhar tarefas de sinalização, fiscalização, aplicação de penalidades e educação de trânsito.

Informações para integração do Município ao SNT

Para os municípios se integrarem ao Sistema Nacional de Trânsito, exercendo plenamente suas competências, precisam criar um órgão municipal executivo de trânsito com estrutura para desenvolver atividades de engenharia de tráfego, fiscalização de trânsito, educação de trânsito e controle e análise de estatística. Conforme o porte do município, poderá ser reestruturada uma secretaria já existente, criando uma divisão ou coordenação de trânsito, um departamento, uma autarquia, de acordo com as necessidades e interesse do prefeito.

O art. 16, do Código de Trânsito Brasileiro, prever ainda que, junto a cada órgão de trânsito, deve funcionar a Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI), órgão colegiado responsável pelo julgamento dos recursos interpostos contra penalidades impostas pelo órgão executivo de trânsito.

Para efetivar a integração do município ao Sistema Nacional de Trânsito, deverá ser encaminhado ao Denatran:

• A legislação de criação do órgão municipal executivo de trânsito com os serviços de engenharia do trânsito, educação para o trânsito, controle e análise de dados estatísticos e fiscalização;

• Legislação de criação da JARI e cópia do seu regimento interno;

• Ato de nomeação do dirigente máximo do órgão executivo de trânsito (autoridade de trânsito);

• Nomeação dos membros da JARI, conforme Resolução Contran nº 357;

• Endereço, telefone, e-mail, fax do órgão ou entidade executivo de trânsito e rodoviário.

Competências

Código de Trânsito Brasileiro – CTB

Art. 24. Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:

I – cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito, no âmbito de suas atribuições;

II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;

III – implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário;

IV – coletar dados estatísticos e elaborar estudos sobre os acidentes de trânsito e suas causas;

V – estabelecer, em conjunto com os órgãos de polícia ostensiva de trânsito, as diretrizes para o policiamento ostensivo de trânsito;

VI – executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis, por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, no exercício regular do Poder de Polícia de Trânsito;

VII – aplicar as penalidades de advertência por escrito e multa, por infrações de circulação, estacionamento e parada previstas neste Código, notificando os infratores e arrecadando as multas que aplicar;

VIII – fiscalizar, autuar e aplicar as penalidades e medidas administrativas cabíveis relativas a infrações por excesso de peso, dimensões e lotação dos veículos, bem como notificar e arrecadar as multas que aplicar;

IX – fiscalizar o cumprimento da norma contida no art. 95, aplicando as penalidades e arrecadando as multas nele previstas;

X – implantar, manter e operar sistema de estacionamento rotativo pago nas vias;

XI – arrecadar valores provenientes de estada e remoção de veículos e objetos, e escolta de veículos de cargas superdimensionadas ou perigosas;

XII – credenciar os serviços de escolta, fiscalizar e adotar medidas de segurança relativas aos serviços de remoção de veículos, escolta e transporte de carga indivisível;

XIII – integrar-se a outros órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito para fins de arrecadação e compensação de multas impostas na área de sua competência, com vistas à unificação do licenciamento, à simplificação e à celeridade das transferências de veículos e de prontuários dos condutores de uma para outra unidade da Federação;

XIV – implantar as medidas da Política Nacional de Trânsito e do Programa Nacional de Trânsito;

XV – promover e participar de projetos e programas de educação e segurança de trânsito de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CONTRAN;

XVI – planejar e implantar medidas para redução da circulação de veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a emissão global de poluentes;

XVII – registrar e licenciar, na forma da legislação, ciclomotores, veículos de tração e propulsão humana e de tração animal, fiscalizando, autuando, aplicando penalidades e arrecadando multas decorrentes de infrações;

XVIII – conceder autorização para conduzir veículos de propulsão humana e de tração animal;

XIX – articular-se com os demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no Estado, sob coordenação do respectivo CETRAN;

XX – fiscalizar o nível de emissão de poluentes e ruído produzidos pelos veículos automotores ou pela sua carga, de acordo com o estabelecido no art. 66, além de dar apoio às ações específicas de órgão ambiental local, quando solicitado;

XXI – vistoriar veículos que necessitem de autorização especial para transitar e estabelecer os requisitos técnicos a serem observados para a circulação desses veículos.

§ 1º As competências relativas a órgão ou entidade municipal serão exercidas no Distrito Federal por seu órgão ou entidade executivos de trânsito.

§ 2º Para exercer as competências estabelecidas neste artigo, os Municípios deverão integrar-se ao Sistema Nacional de Trânsito, conforme previsto no art. 333 deste Código.

FONTE: www.denatran.gov.br

Continue Lendo

Eventos

APROVAÇÃO DO SUSP TAMBÉM É CONQUISTA NOSSA

#Aviso aos navegantes

No início eramos só nós!

#Naval

A XIII Marcha Azul-Marinho a Brasília e o IX Seminário Nacional de Guardas Municipais e Segurança Pública marcaram um momento importante na mobilização nacional pela valorização e pelo reconhecimento das Guardas Municipais brasileiras.
Foi durante esse evento que celebramos a aprovação da Lei Federal nº 13.675/2018, que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), estabelecendo mecanismos de integração e cooperação entre os órgãos de segurança pública do Brasil.
Essa conquista representa um avanço na construção de uma segurança pública mais integrada, eficiente e comprometida com a proteção da população.
O movimento Azul-Marinho demonstrou a força da união das Guardas Municipais, levando suas reivindicações a Brasília e defendendo o reconhecimento de sua importância para a segurança das cidades brasileiras.
Como Comandante Naval, tenho orgulho de fazer parte dessa história de mobilização, luta e compromisso com a Nação Azul-Marinho.

Continue Lendo

IDEALIZADOR

UMA CONQUISTA HISTÓRICA PARA A GUARDA CIVIL METROPOLITANA DE SÃO PAULO

#AvisoaosNavegantes

Mais uma vez informo esta grande conquista para a GCM SP e nossas homenagens e agradecimentos aos sempre Vereadores da cidade de São paulo, Havanir e Farah.

#Naval

A conquista da primeira remessa de coletes antibalísticos para a GCM de São Paulo representa um marco importante na luta pela valorização e pela proteção dos nossos Guardas Municipais.

Naquela época, eu, Comandante Naval, estava na Inspetoria de Pirituba e encareceu esta lita. Essa conquista contou com a participação da vereadora Havanir, autora da lei que tornou obrigatório o uso do colete, e do vereador Farah, que destinou a emenda parlamentar para viabilizar os recursos para a compra dos equipamentos. Naquele período, Farah também trabalhava com o apresentador Ratinho.

Ao meu lado, nessa caminhada, estavam os GCMs Olímpio, Sidney, Maria, Barbosa, Delma e Renato, além de outros companheiros que fizeram parte dessa história.

Essa conquista nos lembra que a segurança pública começa também pela proteção de quem está na linha de frente. Não podemos exigir que um Guarda Municipal proteja a população sem oferecer a ele os equipamentos necessários para preservar sua própria vida.

Minha trajetória sempre foi marcada pela luta em defesa da Nação Azul-Marinho, buscando reconhecimento, melhores condições de trabalho e dignidade para os profissionais das Guardas Municipais.

Valorizar o Guarda Municipal é proteger quem protege a população!

A história é feita por aqueles que lutam, trabalham e não desistem. E essa conquista faz parte da caminhada de todos nós!

Comandante Naval — uma história de luta pelas Guardas Municipais do Brasil.

Continue Lendo
Publicidade

Mais Populares

Guardas Municipais - Todos os direitos reservados © 2021 | Desenvolvido por Melhores Templates